Ver pra crer

Aproveitando a onda de posts polêmicos, ou polêmico wanna be, vou continuar a saga provocativa (tô tentando!) e colocar fogo nisso aqui! Assunto? Religião, claro. Guardem as bíblias! (é brincadeira gente).

Vejo muitas pessoas defendendo cegamente os preceitos de sua religião, infelizmente chegam a se tornar completos ignorantes, pois não sabem apenas escutar a opinião alheia sobre as tais doutrinas e acham que o que lhe é passado é a única verdade. Não estou aqui pra dizer o que é certo e errado nos ensinamentos de cada crença, mas discutir alguns pontos que vão além das igrejas, templos, etc.: as mudanças radicais de comportamento e o dinheiro pedido aos fiéis.

Nunca fui muito religiosa, apesar de ter nascido numa família católica praticante, ter sido batizada e feito dois anos de catequese. Admito que gostaria de ser mais ligada à religião, pra ter um apoio numa hora difícil, respostas pra algumas perguntas, enfim, todo acolhimento que me possam oferecer. Mas isso não aconteceu. E não foi por falta de esforço. Sabe quando uma coisa não faz sentido? Pois é. Não me senti a vontade, não teve identificação. Apesar de eu ter vontade de ter algo pra acreditar, não me dediquei a ir atrás de outros ensinamentos. Por preguiça muitas vezes, outras, por ver que as igrejas tiram proveito dos fiéis pra pegar dinheiro, dizendo que serão recompensados pela contribuição que fizeram. Não faz sentido! Quer dizer que se eu der dinheiro pra igreja vou alcançar meus pedidos mais rapidamente? Tô comprando ajuda divina? É o que me parece. Fé e dinheiro são coisas que não se misturam pra mim!

Se os padres, pastores e afins querem que eu participe de coração aberto das celebrações, pra que a grana?






Outra coisa que me deixa maluca, é uma lavagem que fazem na cabeça das pessoas. Algumas igrejas proíbem de ver TV, ligar rádio, beber, sair, enfim, uma porção de coisas. Religião significa ter de abandonar seus hábitos e entrar de cabeça numa nova 'filosofia'? Deixar cabelo crescer, não se depilar, usar saia, não comer tal comida, deixar outras coisas de lado... Pra mim, religião é um guia espiritual, não vejo necessidade de modificar costumes pessoais. Falo isso porque tenho um exemplo na minha família. Minha prima de 18 anos deixa de sair e se divertir, pois vai contra a religião e até deixou de ser madrinha porque a criança é do catolicismo. É errado ser madrinha de uma criança de outra religião? O que tem de tão grave nisso?

Uma outra coisa que me deixa muito confusa é a 'mão de Deus' na vida das pessoas. Usando minha prima como exemplo novamente: Ela acha que tudo que acontece na vida dela é porque Deus quis. Ela fez um curso e conseguiu um emprego melhor. Mérito de quem? Isso que é difícil pra eu entender.

Respeito o pensamento de cada um, quer viver na sua caverna, OK, mas não sou obrigada a aceitar certas coisas. Quero algo que me conforte e não faça me mudar por completo. Que sirva pra unir as pessoas e não provoque mais discussões imbecis, mas aí já é viajar na utopia. E o mais importante: que não me peça dinheiro.

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1 comentários:

Amanda Porterolla disse...

Oi!

Sempre um prazer passar por aqui! Concordo em gênero, número e grau. Por isso, sou adepta ao espiritismo. Pois ele não é visto como uma religião, mas também como filosofia. E tem livre arbítrio, não proíbe nada nem exige dinheiro dos participantes. É uma filosofia que discute a espiritualidade. Respeito todas as demais religiões e acredito que o importante é acreditar no Cara Lá De Cima e fazer o bem. Bjs!

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